Na Lisbon Cooking Academy fazemos questão de manter as tradições vivas, destacando o património gastronómico  português. Falar de receitas tradicionais portuguesas, sem incluir o azeite como elemento de destaque,seria ignorar uma parte importante da nossa história e das nossas raízes culturais.

De onde surge esta forte ligação entre o azeite e a cultura gastronómica portuguesa? Existe produção do mesmo em Portugal? De que forma o azeite está presente nas receitas tradicionais portuguesas?

O azeite é um elemento essencial nas receitas elaboradas nas cooking classes, market tours, codfish classes, “petiscos” and wine pairing experience e reinvented Portuguese food classes da Lisbon Cooking Academy.
Compreender um pouco melhor a história deste nobre produto vai com certeza aprofundar os conhecimentos da gastronomia portuguesa, dos nossos sabores e tradições.

Com uma cor que varia entre amarelo e um verde rico e intenso, o óleo que resulta da prensa do fruto da oliveira, pode ser descrito também com o sumo puro da azeitona.

Juntamente com os cereais para  produção do pão e das uvas, para a produção do vinho, o azeite era um dos ingredientes base  da alimentação do mundo ocidental antigo.

Durante o pimeiro milénio A.C era comercializado por toda a região mediterrânica pelos Fenicios que viviam na região que é agora ocupada pelo Líbano, Síria e Norte de Israel.

Para além da importância assumida enquanto  base alimentar e fonte de energia, era também usado como iluminação, artigos de cosmética como  óleos e perfumes e até nos rituais fúnebres, onde era usado para embalsamar os mortos.

Na Grécia, onde imperava o culto do corpo e a prática desportiva, o azeite era aplicado na pele dos atletas para reduzir a fadiga muscular e aliviar os entorses decorrentes da actividade física.

Durante a época romana, o azeite era produzido maioritariamente em Espanha , Portugal e Norte de África e posteriormente transportado para a Grã-Bretanha, Alemanha, França e outras partes do império.

Depois da colheita, as azeitonas era lavadas, o caroço retirado e a polpa prensada em cestos e lavada com água. O óleo, era separado e desnatado antes de finalmente ser armazenado em grandes cubas.

Os romanos usavam-no para praticamente tudo, desde temperos a molhos, sopas, carne e peixe, salgados e doces. A queda do Império Romano, diminuiu a produção de azeite em Itália, mas continuou no Império Bizantino, Espanha, Norte de África e Médio Oriente após as conquistas islâmicas iniciadas no século VII D.C.

Na idade média, a produção de azeite em Espanha, Itália, Grécia  e Portugal aumentou, sendo o seu consumo introduzido na dieta diária. Na Era dos Descobrimentos, colonizadores portugueses e espanhóis, levaram oliveiras novas para a América do Sul, e em países com o Peru e o Chile, onde o clima era bastante semelhante ao das regiões Mediterrânicas, o  seu cultivo floresceu com sucesso.

Durante os séculos XVIII e XIX houve um grande aumento da produção de azeite na europa, para que fosse possível atender às necessidades da população. Este crescimento foi revertido no final do século XIX e inicio do século XX, com o surgimento de novos tipos de óleos e de combustiveis.

A criação do Conselho Internacional do Azeite em 1955, veio regular os padrões de qualidade de produção e comercialização, definindo por exemplo, as percentagens de ácido oleico para os azeite virgem e  extra-virgem para consumo.

Azeitonas e Azeite Português

Portugal tem aproximadamente 30 variedades de oliveira autóctones, perfeitamente adaptadas ao clima, e à região do país em que se encontram,  

As suas características de adaptação afectam as propriedades organoléticas dos seus azeites, fazendo com que estes se apresentem frutados, maduros, verdes, amargos, doces ou até picantes!

Das variedades de azeitonas produzidas em Portugal, as que mais se destacam são a Cordovil a Galega, a Cobrançosa e a Verdeal.

A Gallo, fundada em 1919 por Victor Guedes e parceira da Lisbon Cooking Academy, é a marca portuguesa de azeite número um no mundo, estando  presente nos 5 continentes e em mais de 40 países.

O azeite Gallo é sínónimo de qualidade e de tradição, e a sua missão, num trajecto que já conta 90 anos de história é a de integrar o azeite nas dietas de todos os países do mundo, procurando informar os consumidores das diversas formas de utilização e dos inúmeros benefícios da utilização deste produto tão rico Para isso, conta com uma equipa que diariamente trabalha com produtores, lagares, investigadores e blenders para que continue a melhorar de forma contínua a qualidade dos seus produtos.

O azeite na gastronomia portuguesa

Na Lisbon Cooking Academy procuramos ser fieis àquilo que representa uma mesa portuguesa, onde o azeite surge em todas as fases da refeição, desde o couvert, à entrada, prato principal e, por vezes até, sobremesa!

Utilizado das mais diversas formas, consumido cru, utilizado para suar ou refogar legumes, confitar bacalhau, como tempero de peixes, carnes, mariscos e saladas, é impossível pensar no receituário tradicional português sem incluir o azeite como ingrediente essencial.

Do caldo verde ao bacalhau à brás, das amêijoas à bulhão pato à carne de porco à Alentejana, da cataplana de marisco aos biscoitos de azeite, há sempre um denominador comum, o azeite!

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